quarta-feira, 30 de agosto de 2006
terça-feira, 22 de agosto de 2006
segunda-feira, 21 de agosto de 2006
segunda-feira, 14 de agosto de 2006
diário de bordo
1º dia, vasárnap, 6 de Agosto de 2006
Que dia! 4h30 da manhã: hora de sair de casa. Aeroporto. Check-in. Sono. Espera até às 6h para que haja algum sítio aberto onde sirvam café. 6h. Café! Embarque. Porta 7. Cintos postos. Descolagem. Refeição a bordo =S Assistente de bordo simpático (vou começar a fazer colecção de Zé's). Baralho de cartas novo. Aterragem. Frankfurt. Qual é a porta de ambarque? B32. Embarque. Tempo de viagem: 1h25. Almoço (?) a bordo.. Chocolate com arroz tufado. "Hello means hi...". Aterragem. Budapeste. Guia. Autocarro português! Hotel. Largar a bagagem no quarto. Eléctrico 49 até ao centro da cidade. Metro, linha amarela. Parque. Banhos termais (mas só para vista). Andar a pé. Estação de metro. Não há como comprar bilhete. Paciência, vamos à mesma! Estação terminal. Revisores! Explicar o que aconteceu. (esta senhora deve ser irmã do Videman!) É preciso ter azar... Multa. 5€ a cada um (vá lá, em Portugal é 65€). Andar mais um bocado a pé. Basílica de S. Estevão. Vários grupos de música a tocar na rua. Voltar a pé para o terminal do 49. Cow Parade. Hotel. Jantar (sopa tipo chá com massa e cenoura no fundo, prato principal em que o conduto era uma farinha diluida em água acompanhado por uma espécie de couves e uma sobremesa que escapava). Instruções para o dia seguinte. Finalmente, o descanso merecido...!
2º dia, hétfó, 7 de Agosto de 2006
Hora de despertar: 7h15. O sono continua a dominar. Pequeno-almoço. 8h30 no autocarro. Da parte da manhã, visita guiada a Budapest. Praça dos Heróis. Chuva. Boa panorâmica da cidade. Desafio: pedem-me para tirar uma foto com uma máquina das antigas... já nem sei trabalhar com aquilo! Igreja de Matias. Coroa Húngara. De volta ao autocarro. Parlamento. A Karib-Tenger Kolózai - Holtak Kinase. Almoço. Outra vez aquela massa estranha e a bela da sopa chalada. Tarde livre. Mota do Action-Man. Mil pombos numa só catenária. Sinagoga e respectivo museu (eles dão uns chapéus tão giros para os homens!!!). Ópera (sem fantasma). Fechada. Mercado. Fechado. Que pontaria... Bora dar uma volta de barco pelo Danúbio! Tudo tranquilo. Vemos a cidade mais uma vez, mas agora do meio do rio. Arco-íris. Fim do passeio. Regresso ao hotel a pé. Jantar. Dormir!
3º dia, dienstag, 8 de Agosto de 2006
Hora de levantar o cuzinho da cama: 7h50. Nada mau! Pequeno-almoço. Meter malas no autocarro. Here we go! Hungria. Fronteira. Áustria.Viena. Almoço (é aqui que resolvo deixar de fazer comentários às refeições). Novo guia: igual a um professor do ist =S Palácio de Schöbrunn. Maria Teresa. 16 filhos. Sisi. Jardins. Chuva. Karlsplatz. Andar a pé. Hitler. Escola dos pequenos cantores. Escola de equitação espanhola. Peste Schumacker. Catedral. Autocarro. Hotel. Jantar. Esticar as pernas até ao centro. Dormir!
4º dia, mitwoch, 9 de Agosto de 2006
Novamente despertar às 7h50. Pequeno-almoço. Autocarro. Ópera. Salão de chá (aluguer: 7000€ por 10 min... só!?). Mármore. Café: 4€. Mozart. Schubert. Strauss. Palco. Camrotes. Acústica. Legendas. Candeeiro. Lugares em pé. Cenário. 2 prédios de 7 andares. Magnífico! Albertina. Sisi Museum. Sisi. Anorexia. Tragédia. Cocaína. Guerra Mundial. Lima. Homicídio. Igreja. Almoço. Casa da música. Dados. A minha valsa! Sons. Ouvido. Frequência. Comprimento de onda. Haydn. Mozart. Beethoven. Fidelio. Schubert. Strauss. Mahler. Schöberg. Wagner. Bach. RadetskyMarch. Casa de Mozart. Auscultadores. Pepepe... Catedral. Metro. Karlsplatz. Kaisermühen. 20B. ONU. Jardins. Patins. Skate. Trotinete. Torre. Elevador. 6.2m/s~22km/h. 165m. Panorâmica. Vento. Pôr-do-sol. Helicóptero. Restaurante giratório. Elevador. Jardins. 20B. Metro. Alte Donau. Karlsplatz. Pizza. Ópera à noite. Eléctrico. 2A. Estátua dourada de Strauss. Metro. Karlsplatz. Pilgramgasse. Hotel. Telefonar(a quem terá sido). Cama.
5º dia, donnerstag, 10 de Agosto de 2006
Malas no autocarro às 9h. Metro. Pilgramgasse. Kettenbrückengasse. Flohmarkt. Percas vivas. Vespas. Kettenbrückengasse. Längenfeddgasse. Bruno-Pittermann-Platz. Westbahnhof. 52. Technisches Museum Wien. Energia. Electricidade. Corpo Humano. Medicina. Aviões. Helicóptero. Música. 58. Westbahnhof. Längenfeldgasse. Stadpark. Strauss. Ouro. Benfica. 1. Karlsplatz. Água. Almoço. Peste. Loja fechada. Autocarro. Gaudi. Áustria. República Checa. Hotel. Jantar. Quarto. O Mapa dos Ossos. Dormir*
6º dia, pátek, 11 de Agosto de 2006
Praga! Judeus. Relógios. Ruas. Cemitério. Marionetas. Passadeira. Sinagogas. Igrejas. Cobre. Eléctricos. Sol. Ponte. Estátuas. Rio. Desejo (há uma pessoa que deve imaginar qual foi... mas não digas nada, senão ele não se realiza ;) ). Música. Praça. Relógio astronómico. 11h. Ding-dong. Vingança. Bata. Cubismo. Modernismo. Castelo. Guardas. Estátuas. Igreja. Vitrais. Família Real. Varanda. Salão. Embaixada EUA. Orgão. Capela. Trono. Julgamento. Maria Teresa. Nº 22. Franz Kafka. Rua estreita. Soldados. Tortura. Caveira. Escadaria. Dívidas. Menino Jesus de Praga. Oração:
pela intersecção de Vossa Mãe,
que me assistais nesta necessidade
(pede-se a graça que se deseja alcançar),
porque creio firmemente
que a Vossa Divindade me pode valer.
Espero com confiança
alcançar a Vossa santa graça.
Amo-Vos com todo o meu coração
e com toda a minha alma,
arrependo-me sinceramente dos meus pecados
e proponho nunca mais tornar a ofender-Vos.
Quero servir-Vos daqui por diante
com toda a fidelidade
e por amor de Vós amar
o meu próximo como a mim mesmo.
Infante poderoso, renovo minha súplica.
Salvai-me nesta necessidade (nomeá-la)
e concedei-me de possuir-Vos eternamente,
ver-Vos com Maria e José
e adorar-Vos com todos os Anjos.
7º dia, sobota, 13 de Agosto de 2006
Tão cedo...! 8h15, saída do hotel. Destino: Karlovy Vary, estância termal. Minerais. 20. Água quente. Frio.... Vento... Humidade... Ponte. Hotel famoso. Filmagens. Teatro. Géiser. 30ºC. 60ºC 72ºC. Neve. 64ºC. Homens. Vigor. 60ºC. Piscina. Russos. Igreja ortodoxa. Cristais. Ouro. Âmbar. Almoço. Piráti z Karibiku - Iruhla Miltveho Muzé. Aranha. Becherovka. Pilsner Urquel. Lentilky. 20. Hotel. O Mapa dos Ossos. Jantar. Metro. Budejovická. Muzeum. Muzeum. Catedral. Relógio. Marionetas. Ponte. Metro. Staromestská. Muzeum. Budejovická. Hotel. Dormir.
8º dia, nedele, 13 de Agosto de 2006
Despertar às 8h30 :D Arrumar a mala. Pequeno-almoço. Deixar mala na recepção. Metro. Budejovicka. Muzeum. Müstek. Bruxas. Tractor. Mudanças. Catedral. Ponte. T-shirt. Deambular. Pizza. Fila. Doce guloso. 14h. Ding-dong. Papagaio. Eléctrico. Bruxas. Marionetas. Metro. Müstek. Muzeum. Budejovická. Hotel. Malas. Autocarro. Aeroporto. Praga. Avião. Chocolate. Frankfurt. Túnel. Cores. Espera... Petzi! Espera... Metrecos. Espera... Passear. Espera... Atraso. Espera... Mais matrecos. Espera... Atentados em Londres. Espera... O Mapa dos Ossos. Espera... Avião! Frankfurt. Dormir. Ler. Comer (facto histórico: primeira vez que comi tudo o que deram no avião). Ler. Dormir. Lisboa. Abrantes. Dormir*

sábado, 5 de agosto de 2006
quinta-feira, 3 de agosto de 2006
férias!!!!
Resumo resumido do Algarve:
Carteira esquecida em casa. Comboio pla fresquinha. Ucal em copo de SuperBock. Piscina. Praia. Praia. Piscina. Piscina. Praia. Bohemia. Caipirinha. Gelo. ET cor-de-rosa. Cagalhão de Ouro! A culpa é do Bruno. Praia. Piscina. Piscina. Praia. Volley. Roncos! Chuac, chuac =S. Rochas. Muita comida! Arroz. Jolas. Peidas. Bolachas. Gomas. Do que me terei esquecido...? Completem!!!
Entretanto, e já com uma vida bem mais calma, houve tempo para escrever qualquer coisa:
De repente, só! Não sei como foi. O mar estava agitado e vinha uma onda na minha direcção. Furei a onda, como de costume. Aliás, como de costume, não!!! Fui puxada para longe. Ondas e mais ondas à minha volta. Já não sabia para que lado ficava terra. Finalmente, tudo acalmou. Mar flete. Terra à vista novamente. Alívio. A Morte tira, mas a Vida dá!segunda-feira, 24 de julho de 2006
O Balde Furado
A menina estava a passar uma semana de férias na praia. E que semana maravilhosa! O tempo estava bom e o mar calmo e limpo. A menina gostava de levar água do mar, no seu balde vermelho, e deitá-la numa cova que fazia na areia com a pá. Aquilo divertia-a imenso.No último dia de férias, a menina descobriu que o balde estava furado e que não tinha a asa.
"O meu balde já não presta!", exclamou ela muito triste. Resolveu então, ir para casa.
"É o meu fim", disse o balde vermelho, abandonado na praia.
Nisto, aproximou-se um caranguejo que tentou animá-lo. "Alguma coisa se há-de conseguir fazer" disse o caranguejo cheio de gentileza. Mas o balde tombou com um ar miserável.
Passados uns dias, um rapazinho corria pela praia. Viu o balde vermelho e não se importou que ele estivesse furado nem que não tivesse asa. Gritou, "Era mesmo o que eu estava a precisar", e pegou no balde.
O balde e o rapazinho passaram o resto do Verão juntos e quando as férias acabaram o menino levou o balde com ele.
sábado, 15 de julho de 2006
electromagnetismo, 2ª chamada
2. Calcule a velocidade inicial mínima de uma bolota para que ela chege à superfície totalmente carbonizada. Altura inicial é 4389,52 vezes o tamanho do esquilo.
3. Calcule o valor da carga que percorre cada bolota no momento em que se encontram em queda agrupadas numa grande esfera, sabendo que são 7421. Calcule ainda o campo electromagnético um bocadinho ao lado da esfera no sentido do Pólo Sul.
4. Considere as ondas sonoras da música e calcule a sua influência nas ondas e.m. que se propagam num meio dieléctrico. Calcule ainda a nova equação do campo eléctrico, o comprimento de onda e as permissividade, permitividade e permeabilidade do meio, tendo em conta que o nariz do Scratch é preto.
5. Qual a amplitude do ângulo que o Scratch precisa de executar em relação à superfície da água de modo a que consiga ver que está uma bolota debaixo do pequeno iceberg, mas não os tubarões que estão imediatamente acima dela?
Boa Sorte!
Tomorrow I'll miss you
Remember I'll always be true
And then while I'm away
I'll write home every day
And I'll send all my loving to you
I'll pretend that I'm kissing
The lips I am missing
And hope that my dreams will come true
And then while I'm away
I'll write home every day
And I'll send all my loving to you
All my loving, I will send to you
All my loving, darling I'll be true
sexta-feira, 14 de julho de 2006
Santa Teresa
"A nota indicava que a famosa escultura de Bernini O Êxtase de Santa Teresa tinha, pouco depois de concluída, sido transferida da sua localização original dentro do Vaticano. Mas não fora isto que lhe despertara a atenção. Já conhecia o passado atribulado da escultura. Embora houvesse quem a considerasse uma obra prima, o Papa Urbano VIII rejeitara-a, julgando-a sexualmente demasiado explícita para o Vaticano e banindo-a para uma capela obscura qualquer do outro lado da cidade. O que chamara a atenção de Langdon fora o facto de a obra ter sido aparentemente colocada numa das igrejas que constavam da sua lista. Mais a nota indicava que a escultura fora para lá transferida per suggerimento del artista.Procurou apressadamente no livro a descrição da obra. Quando viu o esboço, sentiu um súbito e inesperado assomo de esperança. No esboço, Santa Teresa parecia sem dúvida estar a divertir-se imenso, mas havia na composição uma outra figura cuja presença Langdon tinha esquecido.
Um anjo.
A sórdida seta voltou-lhe repentinamente à memória...
Santa Teresa era uma monja tornada santa depois de ter afirmado que um anjo a visitara durante o seu sono. Mais tarde, os críticos decidiram que o encontro fora provavelmente mais sexual que espiritual. Rabiscado no fundo da página, Langdon encontrou um excerto conhecido. As palavras da própria Santa Teresa bastante explícitas:
vinte anos
E se, por engano, Ela nascesse vinte anos depois d'Ele? Ele faz a sua vida enquanto Ela nem sequer existe, torna-se homem e descobre-se a si e ao mundo que o rodeia. Ela nasce. Vive durante alguns anos na inocência de criança e conhece-O, já na altura em que a vida d'Ele está estabilizada. Conversam. Há muita coisa em comum, sentimentos que se confundem e vinte anos pelo meio. Vinte anos que poderiam ter mudado duas vidas! E agora? Não restam senão se's. E se ela tivesse nascido vinte anos antes? E se as condições em que vivem fossem outras? E se... Enfim, há que haver sensatez. Não se desfaz uma vida sem certezas, Ela não suportaria que Ele fosse infeliz. O Amor às vezes, prega grandes partidas!quinta-feira, 6 de julho de 2006
segunda-feira, 3 de julho de 2006
O infinito e a imaginação
"Reconheço também ter uma certa dose de ingenuidade. Dois grandes defeitos para quem se consagra a uma carreira científica. Prometo-lhe que o meu livro sobre Akhenaton será tão rigoroso quanto possível. Simplesmente, o lado cartesiano que o professor encarna passa por cima de qualquer coisa essencial: a permissão dada aos homens para sonhar e imaginar. Sonho e imaginação são as fontes do possível. Acrescente-lhe uma pitada de loucura e obterá a poção mágica que permite a alguns seres atingirem o que a maioria considera ser inacessível.Veja a vida de um antropólogo como Schliemann. Toda a sua infância foi embalada pelas narrativas encantadoras que corriam na região em que habitava. No Natal, o pai ofereceu-lhe um livro como presente. Numa das cenas do volume, podia-se contemplar os palácios de Tróia tomados de assalto e incendiados pelos gregos. O pequeno Schliemann perguntou, então, onde se encontrava aquela cidade fabulosa. O pai respondeu, com um sorriso nos lábios, que Tróia nunca existira, que se tratava de uma lenda inventada por Homero. «Não, protestou a criança. Um dia, encontrarei os restos da cidade de Príamo!» E foi o que ele fez.
Podia citar-lhe um grande número de exemplos deste género, em que o imaginário teve um papel determinante na história das grandes descobertas.
Por último, professor Lucas, o seu jogo apelou-me ao rigor, mas também me confortou acerca da minha visão do mundo: se o mundo real tem os seus limites, o mundo imaginário, então, é infinito...
Se tiver tempo, podemos jantar juntos amanhã. Explicar-lhe-ei então pessoalmente quanto amo o infinito."
quinta-feira, 29 de junho de 2006
electromagnetismo
Considere-se apenas o conjunto cabeça+chapéu+guizo do Noddy. Sabe-se que a cabeça é percorrida por um campo E, o corpo por um campo B e o guizo está apenas sujeito à força gravítica.a) Calcule a expressão da força electromotriz e a resultante das forças do sistema.
b) Considerando o guizo como um pêndulo, calcule a sua velocidade angular depois de a Macaca Marta ter empurrado a cabeça do Noddy com uma força de macaco, desprezando a resistência do ar.
c) Uma vez que o nariz do Noddy é ligeiramente alaranjado, calcule a permitividade do meio e qual o comprimento de onda do raio transmitido.
Boa Sorte!
quarta-feira, 28 de junho de 2006
CABRÃO!

CABRÃO, s. m. (b. lat. capro). Bode. Chul. Marido que a mulher atraiçoa. Criança berrona. Certo peixe. Cabra grande.
E como se tal não bastasse, fui ver o significado de bode:
BODE, s. m. (cast. bode). Macho de cabra. Fig. Homem feio.
Digamos que "criança berrona" e "homem feio" me agradam bastante! ihihihihihi ;)
quarta-feira, 21 de junho de 2006
terça-feira, 20 de junho de 2006
o bem e o mal...
"Tudo isto se passava em dias tão antigos como a memória das areias. Osíris sucedeu ao pai Geb e reinava com a irmã e esposa Ísis. Rei divino e filantropo, ensinava aos homens a agricultura e as práticas da religião. Invejoso deste reinado benfeitor, Seth, o irmão, com a cumplicidade de setenta e dois conspiradores, ofereceu a Osíris um festim e, à guisa de jogo, apresentou uma caixa à assistência. Desafiou os convivas a ver se conseguiam enfiar-se inteiramente lá dentro. Quando chegou a vez de Osíris, os conspiradores selaram logo a coberturam e lançaram a caixa ao Nilo. As correntes empurraram este caixão até às margens fenícias de Biblos. No decurso da viagem, tinha crescido uma árvore na caixa que continha os restos mortais de Osíris, acabando por fechá-lo, assim, no seu tronco. O rei de Biblos fez então talhar a árvore em forma de pilar e guardou-a no seu palácio. Ísis, que partira à procura do esposo, chegou, por sua vez, ao porto fenício e mandou devolver o pilar e a caixa que levou para os pântanos de Chemnis, perto da cidade de Buto. Em seguida, abriu a caixa e, embora Osíris estivesse morto, ela fez-se fecundar. Do acto, nasceu Hórus. Por seu turno, este foi agredido por Seth e chegou mesmo a travar-se um combate impiedoso entre ambos no deserto de Keraha. Mas o drama não parou por aqui. Aproveitando a ausência de Ísis, Seth apoderou-se da caixa e despedaçou Osíris em catorze pedaços que dispersou por todo o Egipto. Ísis, nada desencorajada, pôs-se à procura dos preciosos fragmentos, encontrou-os e sepultou-os no local, com excepção do falo que, entretanto, um peixe do Nilo - para sempre amaldiçoado por esse crime - devorara. É assim que hoje existem catorze santuários erigidos em memória do rei defunto. Na verdade, penso que o combate nunca se interrompeu. É o combate que travam sempre o bem e o mal. De facto, prosseguirá enquanto os homens forem o que são..."domingo, 18 de junho de 2006
feras
duelo
sexta-feira, 16 de junho de 2006
liberdade
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
raios e chuviscos
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
Da história da gente
E outras de quem nem o nome
Lembramos ouvir
São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder
Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob a chuva
Há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo saudade.
Mas.... desta vez a chuva não vem só! Vieram também as trovoadas, e o belo espectáculo que são os raios a iluminar o céu acompanhados pelo som imponente dos trovões. Desta vez lembro-me dum excerto do livro A Encomendação das Almas:
"Pelas três horas da manhã, rebentou uma formidável tempestade. Na aldeia, muita gente acordou, mas esses não se lembraram, já se vê, de pôr as cabeças fora das janelas para explorar o negro da noite.
Portanto, não repararam que a tempestade tinha dois núcleos, duas nuvens gigantescas em cujo centro fulgiam relâmpagos contínuos. Nem que os trovões que abalavam os ares eram a dois tons, um cavo e profundo, outro mais estridente e metálico. Baixo e tenor.
Era como se as nuvens falassem uma com a outra ou cantassem a duo.
Durante meia hora, a tempestade pairou sobre Poiais de Santa Cruz. Depois começou a soprar um vento muito forte e em pouco tempo o céu, por cima da aldeia, ficou limpo.
Mas a tempestade não se dissipara. As nuvens carregadas de chuva e de faíscas deslocavam-se rapidamente, levadas pelo vento.
Iam para o Sul, para o Alentejo, onde, nesse ano, havia seca."
segunda-feira, 12 de junho de 2006
solução
Adulto: Ah, agora o teu dedo vai cair.
Criança: Não vai não! Eu vou colar com betadine e um penso!"
sexta-feira, 9 de junho de 2006
o momento...
- Surpreendida - retorquiu Lirael. - Mas às vezes enterras os ossos. No gelo.
- No fim, acabo sempre por os comer - disse a Cadela. - No momento certo."
segunda-feira, 5 de junho de 2006
Neverland
- So did I. But in fact... she is. Because she's on every page... of your imagination. You'll always have her there. Always.
- But why did she have to die?
- I don't know, boy. When I think of your mother... I will always remember how happy she looked sitting there in the parlour, watching a play about her family. About her boys that never grew up. She went to Neverland. And tou can visit her any time you like... if you just go there by yourself.
- How?
- By believing, Peter. Just believe.
- I can see her."
sexta-feira, 2 de junho de 2006
Implementando mais uma vez...
inícioDeUmaRelação[ele_,ela_]:=
If[atracção[ele,ela]<5,
Print["Esquece lá isso!"],
If[cobardia[ele]>3 && cobardia[ela]>3,
Print["Assim a coisa não anda..."],
Print["Há boas probabilidades de as coisas chegarem a bom porto."];
];
];
Claro que a atracção e a cobardia não são os únicos factores importantes, mas pelo menos a cobardia tem uma contribuição incrivelmente grande.*)
Agora... é ver quem dá o primeiro passo mais depressa: Ele ou Ela? Apesar de tudo, Ele partiu após um "Eu volto!".
Implementando
inícioDeUmaRelação[ele_,ela_]:=
If[atracção[ele,ela]<5,
Print["Esquece lá isso!"],
If[cobardia[ele]>3,
Print["Ela bem pode ficar à espera, que ele vai engonhar para sempre."],
Print["Ela tem sorte! Encontrou um dos poucos Eles que não são cobardes."];
];
];
(*Os níveis de atracção e de cobardia estão no intervalo [1,10].
Claro que a atracção e a cobardia não são os únicos factores importantes, mas pelo menos a cobardia tem uma contribuição incrivelmente grande.*)
quinta-feira, 1 de junho de 2006
Secret Window
Heis aqui uma pequena observação que me surgiu enquanto via o belo filme que é Secret Window:
Se juntássemos Hercule Poirot a Secret Window, o local onde Mort Rainey enterrou os corpos não seria um mistério por muito tempo.
música...
Diz-lhe que tudo acabou
Que é sempre mais feliz
Aquele que mais amou
Chega de juras de amor
Promessas de amor eterno
Para algum tempo depois
Voltarmos ao mesmo inferno
Por vezes é mesmo assim
Não há outra solução
Dói muito dizer que sim
Dói menos dizer que não
Diz-lhe que não
Diz-lhe que tudo acabou
Que é sempre mais feliz
Aquele que mais amou
Diz-lhe que chega de ouvir as frases habituais
Chamam-me a maior paixão da vida...
Coisas banais!
Maior ou não, pouco importa
Ser a única isso sim
Diz-lhe que não me enganou
Enganou-se ele por mim
Diz-lhe que não
Está na hora de acabar
Mas por favor não lhe digas
Que ainda me viste chorar
quarta-feira, 31 de maio de 2006
a amoreira
quinta-feira, 25 de maio de 2006
transparente
Minha mão é transparente
Aos olhos da minha avó.
Entre a terra e o divino
Minha avó negra sabia
Essas coisas do destino.
Desagua o mar que vejo
Nos rios desse desejo
De quem nasceu para cantar.
Um Zambéze feito Tejo
De tão cantado que invejo
Lisboa, por lá morar.
Vejo um cabelo entrançado
E o canto morno do fado
Num xaile de caracóis.
Como num conto de fadas
Os batuques são guitarras
E os coqueiros, girassóis.
Minha avó negra sabia
Ler as coisas do destino
Na palma de cada olhar.
Queira a vida ou que não queira
Disse Deus à feiticeira
Que nasci para cantar.
quarta-feira, 24 de maio de 2006
o ovo
terça-feira, 23 de maio de 2006
Corpse Bride
What does that whispy little brat have that you don't have double?
BLACK WIDOW
She can't hold a candle to the beauty of your smile
CORPSE BRIDE
How about a pulse?
MAGGOT
Overrated by a mile
BLACK WIDOW
Overbearing
MAGGOT
Overblown
MAGGOT AND BLACK WIDOW
If he only knew the you that we know
CORPSE BRIDE
(sigh)
BLACK WIDOW
And that silly little creature isn't wearing his ring
MAGGOT
And she doesn't play piano
MAGGOT AND BLACK WIDOW
Or dance
MAGGOT
Or sing
MAGGOT AND BLACK WIDOW
No she doesn't compare
CORPSE BRIDE
But she still breathes air
BLACK WIDOW
Who cares?
MAGGOT
Unimportant
BLACK WIDOW
Overrated
MAGGOT
Overblown
MAGGOT AND BLACK WIDOW
If only he could see
How special you can be
If he only knew the you that we know
CORPSE BRIDE
If I touch a burning candle I can feel no pain
If you cut me with a knife it's still the same
And I know her heart is beating
And I know that I am dead
Yet the pain here that I feel
Try and tell me it's not real
For it seems that I still have a tear to shed
MAGGOT
The sure redeeming feature
From that little creature
Is that she's alive
BLACK WIDOW
Overrated
MAGGOT
Overblown
BLACK WIDOW
Everybody know that's just a temporary state
Which is cured very quickly when we meet our fate
MAGGOT
Who cares?
BLACK WIDOW
Unimportant
MAGGOT
Overrated
BLACK WIDOW
Overblown
MAGGOT AND BLACK WIDOW
If only he could see
How special you can be
If he only knew the you that we know
CORPSE BRIDE
If I touch a burning candle I can feel no pain
In the ice or in the sun it's all the same
Yet I feel my heart is aching
Though it doesn't beat it's breaking
And the pain here that I feel
Try and tell me it's not real
I know that I am dead
Yet it seems that I still have some tears to shed
segunda-feira, 22 de maio de 2006
insónia
domingo, 21 de maio de 2006
viajar
domingo, 14 de maio de 2006
anjinhos
Minha companhia,
Guarda a minha alma
De noite e de dia
quinta-feira, 11 de maio de 2006
segunda-feira, 8 de maio de 2006
traumas de guerra
- O Salazar já morreu.
Resposta:
- O país agora está uma m*rda. E a culpa é dos pais que não sabem educar os filhos.
Isto alto e bom som. Houve mais troca de palavras, mas o cérebro não conseguiu registá-las todas. Chega o novo metro. Os ânimos acalmam. Entro. Novamente, está cheio. Lá tenho que ir em pé. Procuro onde me agarrar. Detecto um certo cheiro a álcool. Olho para o meu lado esquerdo. Sim, está lá o primeiro indivíduo. Calma. Respiro fundo. Não há-de ser nada. Olaias. Bela Vista.
- Haviam de pôr aqui uma bomba e rebentar com isto tudo.
Pausa.
- Os pretos, a culpa é toda dos pretos. Mas porque é que Deus não os mata a todos!? Seis anos. De Sol a Sol! Era acabar com eles todos!
Aqui o tal senhor começa a gesticular. Não que isso normalmente me incomode. Mas assim tão perto, não obrigada! Chelas. Ele lá continua no seu monólogo. Cada vez me encolho mais. Olivais. Boa, vou sair aqui. Saio. Subo as escadas. E agora? Queria mesmo ir ao Vasco... Desço pelas outras escadas. Um minuto para chegar o próximo metro. Olho em frente. Lá está ele outra vez. Mas desta vez, vou bem longe! Metro. Entro quase na última carruagem. Ele na primeira. Cabo Ruivo. O senhor lá continua a mostrar a sua revolta. Oriente. Saio. Vou à minha vida.
Agora reflectindo: não sei o que é passar por uma guerra, nem os traumas que daí podem vir. Será que foi assim tão necessário? Pensaram nas consequências para muitas das pessoas que para lá foram? De certeza que aquele senhor não diz mal dos "pretos" só porque um dia, numa ocasião insignificante decidiu embirrar com eles. Nem mesmo o álcool que ele possa ter bebido o justifica. Há ali muito mais. Tempos que felizmente muitos de nós não vivemos. E espero que nem viveremos!
domingo, 7 de maio de 2006
números
Hora: 12h15 (aproximadamente)
E eis que uma voz feminina diz:
- A próxima composição a dar entrada na linha número um é o Inter Regional procedente de Lisboa- Santa Apolónia com destino a Castelo Branco efectua paragens em Vila Franca de Xira Santarém Entroncamento Santa Margarida Tramagal Abrantes Alferrarede Mouricas-apeadeiro Alvega-Ortiga Belver Barca da Amieira Fratel Ródão Sarnadas Retaxo na estação de Castelo Branco dá ligação à Covilhã na estação da Covilhã dá ligação à Guarda via Beira Baixa a próxima composição a dar entrada na linha número um é o Inter Regional procedente de Lisboa-Santa Apolónia com destino a Castelo Branco efectua paragens em Vila Franca de Xira Santarém Entroncamento Santa Margarida Tramagal Abrantes Alferrarede (finalmente pausa para respirar! e das grandes... eheheheh) Mouricas-apeadeiro Alvega-Ortiga Belver Barca da Amieira Fratel Ródão Sarnadas Retaxo na estação de Castelo Branco dá ligação à Covilhã na estação da Covilhã dá ligação à Guarda via Beira Baixa vai dar entrada na linha número um o Inter Regional procedente de Lisboa-Santa Apolónia com destino a Castelo Branco.
E parou! Desligou o micro. Não vi, mas devia estar roxa de tanto conter a respiração. Esperou uns momentos. Ligou o micro. E disse novamente:
- A próxima composição a dar entrada na linha número sete é o comboio Urbano procedente de Alverca com destino a Sintra-Meleças vai dar entrada na linha número sete o comboio Urbano com destino a Sintra-Meleças.
Fim. Fui-me embora. Não consigo deixar de pensar na pobre senhora. É preciso ter um fôlego do caraças para se conseguir dizer tanta palavra seguida. Enfim, a vida é dura... e curta! Só não percebo é porque é que entre tantas linhas, mais precisamente oito, uma das que tinha logo que ser falada foi a sete... Deus castiga, ah poizé!
sábado, 6 de maio de 2006
Noite estranha
quinta-feira, 27 de abril de 2006
Desequilíbrio
Descida... não muito íngreme, mas descida. Falta de confiança. Travões? Onde estão os travões??? Confiança continua a não existir. O que fazer? Virar para o lado esquerdo! A descida continua. A velocidade aumenta. Mais uma vez, onde estão os travões? Ainda mais para a esquerda! Calçada... Mas também inclinada! Relva! Atrito aumenta! Equilíbrio, onde está o equilíbro!? Os braços tentam contrabalançar. Uff... Ainda não foi desta! De novo em pé, e de volta à descida!
quarta-feira, 26 de abril de 2006
o meu nome!
Se tiverem curiosidade: http://bebe.sapo.pt/nomes/
segunda-feira, 24 de abril de 2006
tempo
O tempo perguntou ao tempo
Quanto tempo o tempo tem
O tempo respondeu ao tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quanto tempo o tempo tem
Tempo, tempo, tempo...
Resumindo, eu passo mesmo muito tempo em transportes públicos... Vou ter que começar a pensar em resolver isto. Que tal passar a vir para Abrantes de patins!?
domingo, 23 de abril de 2006
não se acordam moscas que dormem
- Desculpe! Desculpe!
Não, não era um sonho. Mudou de revisor e este também queria ter a honra de me picar o bilhete. Depois disto, fiquei com certeza duma coisa: nenhum revisor tirou um curso de como acordar suavemente uma pessoa! É que se isto só acontecesse uma vez... mas já lhe perdi o conto... :S
sexta-feira, 21 de abril de 2006
sorriso
Agora fica aqui uma pergunta: Porquê!?
Sim, é verdade que há muitas coisas que funcionam mal, agora será que ela faz seja o que for para as mudar. E quem diz ela, diz todas as outras pessoas. Bastava uma pequena mudança em todos nós, e assim toda a gente se poderia sentir mais feliz. Às vezes, nem é preciso muito, só um pequeno sorriso pode fazer uma grande diferença!
Os anjos
Por isso eu não te vi,
Só mais tarde ao passar
Eu reparei em ti.
Quando quis desviar,
Os meus olhos dos teus,
Já não era possível
Já não te disse adeus.
Os anjos têm asas,
Abriste-as para mim,
Levaste-me ao céu e eu fiquei
Voando por aí.
Completamente perdida por ti!
Os anjos não têm casa,
Telefone ou morada,
E assim fiquei à espera
De uma tua chamada.
Mas como para os anjos,
O tempo não existe,
O tempo foi passando
E eu cada vez mais triste.
Deixei a minha nuvem,
Perdi-me por aí...
Completamente perdida por ti!
Os anjos não têm sombra,
Eu não te vi descer do céu,
Com uma flor que me querias oferecer
Hoje vivemos juntos,
Aqui ao pé do mar,
Porque eu não tenho asas,
Porque eu não sei voar.
Mas sempre que te peço,
Tu levas-me ao céu,
Abres as tuas asas
E o teu corpo é meu!
E deixas-me nas nuvens,
Perdida por aí...
Completamente perdida por ti! "
quarta-feira, 19 de abril de 2006
excerto
-Não cheguei a ver o fim - dizia uma delas.
-Porquê? - perguntou a outra, espantada.
-Foi tão maravilhoso, gostei tanto, que não pude suportar vê-lo morrer. Por isso desliguei a televisão e inventei um fim só meu."
Até que ponto podemos nós inventar um fim só nosso?




